O que se passa na casa de banho do Lux… fica lá!

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Quarto escuro é habitualmente um jogo de crianças. No Lux-Frágil, em Lisboa, por um mês, tem sido sobretudo um jogo de adultos. Mas mantém-se uma certa ideia de procura e de adivinhação do outro neste espectáculo à mais pequena escala – uma actriz para um(a) espectador(a) – que se desenrola nos privados das casas-de-banho da discoteca de Santa Apolónia, em sessões contínuas, entre as 23h30 e as 3h, todas as quintas e sextas-feiras até 16 de Dezembro (reservas pelo 918313142).

Quarto Escuro é, no fundo, um novo capítulo de um conceito que Mónica Calle vem colocando em prática desde a estreia de Rua de Sentido Único na Casa Conveniente (então no Cais do Sodré; hoje no Bairro do Condado), em 2003. Na altura, numa pequena sala decorada para parecer um quarto de pensão forrado a papel de parede, em grande parte ocupado por uma cama com uma colcha florida, a actriz convidava os dois espectadores de cada sessão a enfiarem-se na cama, apagava as luzes, puxava de um cigarro e lia-lhes textos de Samuel Beckett, William Shakespeare, Mafalda Ivo Cruz, Al Berto, Stig Dagerman ou Dylan Thomas que versavam o amor. E, às tantas, enfiava-se na cama com o seu público.

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